Links Fã-Clube Street Team Download KZS Store Banda Contatos Videos Fotos Discografia Bio Tour Home Notícias Facebook YouTube Twitter MySpace
GUERREIROS DO METAL: COMO FORAM OS SHOWS QUE CELEBRARAM OS 30 ANOS DAS COLETÂNEAS ‘SP METAL
July 31st, 2015 @ 4:20 pm | 299 views

TEXTÃO
By Marcelo Daniel / Todas as fotos por Tamy Ămunet

A última apresentação do festival ficou a cargo do Korzus. A banda integrou a coletânea em 1985 e, desde então, manteve uma militância no thrash metal brasileiro com destaques como a turnê europeia em 1992, a norteamericana em 1996 e o show no festival Monsters of Rock em 1998, além do sucesso alcançado com álbuns e videoclipes, desde o seu primeiro trabalho em estúdio, “Sonho Maníaco” (Devil Music), de 1987.

O baixista Dick Siebert é uma das figuras mais conhecidas do heavy metal brasileiro. Além de seu visual e presença de palco marcantes, há ainda seu trabalho como artista e desenhista de back drops, banners em tecido feitos manualmente para diversas bandas nacionais e, também, a longevidade na cena — ele e o vocalista Marcello Pompeu são os únicos da formação original. Curiosamente, durante os ensaios realizados no início da década de 80 em um local atrás do Shopping Morumbi, na zona sul de São Paulo, ele e o colega de microfone eram os dois únicos “estrangeiros”, ligeiramente mais velhos e vindos da periferia.

“Naquela época ninguém pensava como músico, como empresa, como negócio, em fazer show, vender camisa, era piração. Isso tudo era uma piração, era como tocar um air guitar no quarto”, comenta Siebert.

Com letras em português e, em sua maioria, em inglês, uma apresentação do Korzus assistida em vídeo já é de arrepiar. Ao vivo, a energia que a banda invoca no palco faz do show uma experiência de emoção, rapidez e violência sonora.

O pedal duplo e as duas guitarras que praticamente duelam na introdução de “Guerreiros do Metal” e antecedem a letra da música que lançou a banda ao País, após Luis Calanca ter assistido a uma performance do grupo no Parque Ceret e tê-los convidado para a SP Metal – Vol. 2.

“Está na hora de rompermos todas as barreiras. Nem trovões, nem tempestades mudarão nossos passos”. O canto gritado de Pompeu inicia a abertura de uma clareira no centro do público no SESC Belenzinho e tem início um moshpit com a intensidade que o som do Korzus costuma proporcionar. Um sujeito nitidamente mais velho que o restante da galera, de moletom cinza e cabelo grisalho nas laterais se vira como pode em meio ao confronto físico; duas garotas — uma mais baixa, com visual pin-up e outra loura, vestindo uma peita do Sodom, não se intimidam entre os empurrões e cotoveladas. Mas a grande massa da roda ainda é a molecada, enquanto a música prossegue.

“E não adianta vocês tentarem nos vencer. Porque lutamos pelo metal!”, eles são a maioria, jovens na casa dos 20 anos, com aquela invencibilidade que só essa fase da vida proporciona, se jogando uns contra os outros no caos ordenado do bate cabeça que, enquanto se choca, gira em sentido anti-horário; cabeludos, carecas, de boné, fãs incontestáveis daquele estilo de música (de vida?) que o bolachão da SP Metal revelou praticamente uma década antes deles sequer terem nascido.

O vocalista do Korzus parece compreender, do palco, essa renovação e, emocionado, conta que, naquela época, um jovem vestido como headbanger era barrado em shopping centers e até mesmo em pizzarias do extinto Grupo Sérgio, tradicional rede popular de São Paulo. “E hoje, nós estamos aqui e o importante não é só a festa, mas olhar para o Luis Calanca e dizer que, sem ele, talvez a nossa banda não existisse”.

Matéria completa: http://noisey.vice.com/pt_br/blog/30-anos-sp-metal

Notícias



Deixe seu comentário / Leave your comment




Notícias mais lidas/Most viewed news



4 Users Online